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Coluna verde – Juliana Freitas

Juliana Freitas 3Boa notícia para quem mora em um apartamento avarandado: aqui vão algumas respostas que Juliana nos deu sobre o tema.

Siga em frente, pois podem ser dicas úteis para vc ter um espaço verde bem cuidado e cheio de bossa.

Patricia: Tenho um vaso com árvore da felicidade e as folhas estão "cansadinhas". Gostaria de saber que tipo de ambiente ela gosta, regas, iluminação, etc.

Juliana: Imagino que elas devam estar meio murchas. Se for isso mesmo, sempre que for regar a sua árvore da felicidade, lembre de pulverizar suas folhas. As árvores da felicidade (macho ou fêmea) gostam de ambiente de meia sombra e o solo deve ser úmido e rico em matéria orgânica.



Sabrina: Meu apartamento terá duas varandas de 8,36m2 cada. Em uma delas, penso em fazer uma coisa parecida com um jardim japonês. Existe alguma planta que componha um jardim japonês e que possa viver em uma varanda de apto.

Juliana: Existem algumas sim, uma delas é o Acer Japônico que é uma árvore maravilhosa e que fica linda em vaso. É uma planta que eu adoro.

Anônimo: Quais são as plantas apropriadas para a varanda?

Juliana: Cada varanda é um tipo de ambiente e para tanto, cada uma tem um projeto. Para escolher as espécies eu estudo diversos fatores: incidência de sol, de ventos, o fato da varanda ser aberta ou fechada com vidros, as necessidades do cliente, estilo dos móveis, materiais de acabamento, presença de crianças na família, animais de estimação.... enfim, depende de muitas varáveis.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Varandona 2

Marise: Para um terraço descoberto que planta seria mais adequada para colocar em vasos grandes individuais e que bloqueasse a visão? Como tem prédios altos ao lado gostaria de deixar um local mais reservado para banhos de sol sem que os vizinhos "apreciassem a paisagem".

Juliana: Se o local é de sol direto, tente colocar alguma árvore de copa cheia como uma Pitanga ou Jaboticabeira.
Outro dia encontrei um cliente com uma situação bem parecida com a sua e nós acabamos fazendo uma cerca viva em vasos. Alguns com Bambu e outros com Pleomele variegata.
Conseguimos ganhar bastante privacidade neste caso.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Varanda Ana Cristina 1
Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Varanda Ana Cristina 4

Coluna verde – Juliana freitas

Juliana Freitas 3

Vcs se lembram do post que foi aberto para tirarmos nossas dúvidas em relação a paisagismo em varandas de apartamentos?

Pois bem aqui vão algumas dicas da Juliana, semana que vem ainda posto mais algumas.

Dê uma olhada, muitas vezes sua dúvida pode ter sido perguntada.

 

Alice: Minha varanda é pequena. Tenho duas cadeirinhas de rattan e uma mesinha. Lá bate sol até meio dia e as plantas ficam amareladas, eu tenho uma rafia que está tão tristinha... enfim, qual planta posso usar para que tudo fique em harmonia?

Juliana: Oi Alice, normalmente as plantas amarelam por falta de água ou por estarem em ambiente impróprio, como sua Ráfis por exemplo. Ela é uma planta de sombra ou meia sombra. Transfira-a para dentro de casa e vc vai ver como ela vai ficar vigorosa e bem verdinha... Regue 1 vez por semana e não corte as pontas das folhas.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Varandona 5

Luarte: Tenho uma varanda que apanha muito sol de amanhã até ao final da tarde. As plantas que lá ponho morrem-me sempre. Haverá alguma que resista a tanto calor?

Juliana: Luarte, existem muitas plantas que resistem à calor e sol direto mas, elas devem ser bem regadas e nutridas. Importante saber se a quantidade de terrados vasos e a qualidade dos nutrientes dessa terra estão de acordo.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Varandona 9

0,,20446726,00

Lucila (ok ok não resisti e tb perguntei): Quero muito colocar na minha varanda uma planta trepadeira. Lá, bate sol somente a tarde e, mesmo assim, ela é toda fechada com vidros. Queria saber se existe alguma planta adequada para o ambiente.

Juliana: Se a sua trepadeira tiver onde apoiar-se para crescer vc pode usar o Jasmim Estrela que gosta de sol e tem um perfume maravilhoso. Se quiser também pode usar a primavera topiada que você compra com formato de copa arredondada e pode manter sua forma com podas de controle de crescimento.

Obs: O jasmim estrela é o mesmo que usou na casa dela.

Minha varanda ocupa toda a extensão do apartamento. Recentemente comprei umas plantas frútíferas para cá, pois o sol bate no meio da manhã e depois volta no meio da tarde. Coloquei um pé de figo, outro de jabuticaba, dinheiro em penca, uma pimenteira e um girassol (todos em vasos). Como tem chovido bastante, a rega tem sido feito pela natureza, mas meu girassol ameaça morrer. Tem como salvá-lo? Será que é muita água para ele? É melhor colocá-lo dentro de casa? As pimentas que eram roxas ficaram todas vermelhas: é normal ou é por causa do sol? Dentro de casa elas estava11889245369LW9Pnm muito brancas. As plantas que escolhi são boas?

Juliana: A escolha das plantas é boa sim, são todas espécies de sol pleno. Verifique se o solo está apenas úmido ou se está ficando encharcado. Se estiver sobrando muita água, tente refazer a drenagem dos vasos. Não leve seu girassol para dentro de casa mas, procure ajuda de um profissional para verificar se ele não apresenta nenhum tipo de doença.

www.julianafreitas.com.br

Na casa com a Flávia

Flávia Gerab Tayar

Fevereiro é mês de carnaval. Samba , sol, praia, trio elétrico, encher a cara sem vergonha de ser feliz!

É isso aí… Alalaooooooor, mas que caloooooor.

Calor??? Aonde???

Só pra Contrariar. Dicas para escapar do carnaval sem perder o rebolado

Vou expor, nunca fui nem sou esportista. Meu negócio é agito, é musica alta… é musica alta!!! Apesar disso, resolvi que este meu carnaval seria completamente diferente. 3 horas avião para Santiago, mas 3 horas de avião para Punta Arenas e quando achava que já estava próxima do meu destino... mais 5 horas de carro (sendo as duas últimas em estrada de terra) para chegar ao parque nacional Torres del Paine na Patagônia. Imagem o meu mau-humor!!! Até chegar no meu quarto e olhar a vista da minha janela...

Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - patagônia

Bom, vamos começar do começo.

A Patagônia fica na área mais meridional do planeta, entre a Argentina e o Chile. Suas paisagens predominantes são: pampas e andes patagônicos.

Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - patagônia 2

Torres del Paine, o local onde o hotel (www.explora.com) fica, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978.

Ali a paisagem é bem diversa. Torres pontudas de granito e magma que atingem 3.000m de altura (Torres del Paine e Cuernos del Paine) , glaciais (Grey, o Tyndall e o Dickson), quedas d’água e diversos lagos e rios. Vejam o esquema de como tudo aconteceu aí ao lado.

Apesar dos ventos fortes, das temperaturas baixíssimas e das chuvas incessantes fiquei impressionada com a diversidade da fauna e da flora que vi. Em uma breve caminhada uma raposa passou a menos de 1m de mim, vi mais de 100 guanacos (espécie de lhama), um condor, flamingos, gara-gara (carcará), etc.

Em um dia andando (15 km....aiiiiiiiii) vi geleiras, rochas, pampas, bosques... as vezes o cenário mudava tão rápido e sem explicação que não me restava mais nada a fazer do que soltar um Ohhhhhhhh, e bater mais uma foto.

Além de tudo isso grande parte do interesse da minha viagem foi conhecer o hotel Explora. Projetado em 1993 pelo arquiteto José Cruz Ovalle (que eu acho INCRÍVEL). O hotel tem como conceito principal integrar o homem à natureza.

Sua horizontalidade foi a forma com que o arquiteto encontrou para criar um contraponto aos picos extremamente verticais. O branco da fachada e sua sinuosidade irregular buscam similaridade com a neve e os icebergs. Desta forma, o hotel não se sobrepõe a natureza - já que nunca conseguiria - e se fundi a ela.

Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - patagônia 3

Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - patagônia 4

Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - patagônia 6Para enfrentar o clima da Patagônia (temperaturas que mudam rapidamente, ventos fortes, chuvas) o hotel foi construído em concreto e madeira.

Na parte interna além das imensas janelas que integram o hotel com a paisagem, grande parte é revestida com madeira, magma e granito.

O piso é de Eucalipto procedente do Chile e também de uma madeira chamada Almendrillo que vem da Bolívia.

Como se pode ver os ambientes internos são bem fluidos e aconchegantes.

Dá para se parceber claramente não só os traços de arquitetura na construção, mas os estudos do José Cruz Ovalle relacionados a arte, filosofia e principalmente escultura.

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Detalhe do lambril do quarto com Lenga (agora patinada) e sua simplicidade acolhedora.

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E por último, mas não menos importante, o banheiro. As paredes são todas revestidas em magma e o teto em cipreste (encontrado na Patagônia). Notem as janelas que dão para o quarto... e para a vista

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Casa de Valentina - coluna Flávia Gerab Tayar - Patagônia  12

Ahhh....Nada como terminar o dia tomando um banho de espuma!!!!

*agradecimentos especiais a gerente geral Rosario e à Rodolfo Terrazas , o gerente de engenharia do hotel que respondeu a todas as minhas perguntas.

www.flaviagerab.com.br

Na casa com a Flávia

Flávia

E aí, vamos voltar a falar sobre casas sustentáveis? O tema é bom, é uma realidade nos dias de hoje e as dicas da Flávia são de quem é insider no assunto rsss. Então, vamos lá.

Agora é a vez do Design Ecológico

Selecionei para o blog novidades INCRÍVEIS de design sustentável.

Essas poltronas, feitas de papelão derivado do resíduo industrial, são do designer brasileiro Nido Campolongo.

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Esta luminária feita de copos descartáveis de plástico é da Surpelimão.

D3_1As poltronas, de Christian Kocx, são feitas a partir de sobras plásticas de processos industriais (que iriam para aterros causando problemas ambientais) são moldadas com calor em uma forma de metal.

hhh 

Vc sabia que 1/2 das rolhas produzidas no mundo vem de Portugal? Pois é, a cortiça vem da casca da arvore que é retirada, sem dados à árvore, a cada 9 anos. Como atualmente as rolhas tradicionais estão sendo substituídas por rolhas plásticas, Jasper Morrison, preocupado com sustento destes produtores e o desmatamento dessas arvores, criou uma sugestão de uso para a matéria prima.

0,,32965953,00Sem dúvida um dos meus designers favoritos é Maarten Bass. Super criativo e arrojado, ele é o criador desta escultura utilitária. Como esta cadeira-estante, existe uma série de móveis utilizando apenas sobras dos materiais rejeitados pelas fábricas de móveis. Sabemos que há um alto grau de desperdício na manufatura de móveis econômicos de larga escala e é justamente daí que vem o material de suas criações.

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Quando Lonny Van Rijswijck e Nadine Sterk viajaram ao Brasil e entraram em contato com comunidades simples viram que em várias casas recipientes de detergente eram Untitled6usados como vasos de flores. Isso serviu de inspiração para um projeto que visava desenvolver oportunidades de negócios em comunidades carentes.

Esse vaso é chamado de Monte Azul em homenagem à favela de mesmo nome em São Paulo. O centro é feito de garrafas plásticas coletadas na favela, envolvida por madeira torneada. Ao retornar do Brasil os designers mostraram o vaso para a influente marca Holandesa Droog (vendida na Decameron) que imediatamente incluiu as peças ao seu acervo.

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Bel- Air é o nome da criação ao lado de Mathieu Lehanneur para melhorar a condição do ar dentro das casas.

A peça utiliza o efeito purificador natural de plantas especificas (Gérbera, Filodendro, Lírios da paz e Hera) para remover toxinas do ar.

Esse experimento foi desenvolvido com ajuda de cientistas de Harvard, baseado em estudos feitos pela Nasa para melhor a qualidade do ar para astronautas confinados em bases espaciais.

 

Huuum o papo tá bom né. Mas não acabou por aqui não, depois tem mais sobre como montar uma casa bacana e sim, sustentável.

Na casa com a Flávia

Flávia Lembram-se da coluna sobre como construir uma casa sustentável na semana passada? Aqui vai a continuação.

Pisos Alternativos
A Linha Fulge da Braston é uma boa opção para substituir as pedras convencionais. Mesmo tendo cimento em sua composição, é produzida em fôrmas que secam naturalmente dispensando fornos.

Os cimentos geralmente são condenados, pois consomem muita energia no seu processo produtivo, além de liberar CO2 (essa industria responde por quase 5% das emissões mundiais de gás carbônico).

No entanto, outros tipos de piso acabam sendo tão ou mais predatórios para o meio ambiente que ultimamente o cimento deixou de ser tão “vilão”.

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Tecnocimento

Novamente um piso que usa cimento, mas que por poder ser aplicado em cima de outros pisos já existentes elimina entulhos e restos de obra. Você encontra na NS Brasil.

Piso de Bambu prensado

É uma ótima pedida para quem não dispensa o visual da madeira mas quer trabalhar com um produto sustentável. O bambu parece grama de tão rápido que cresce, além disso, se regenera sem precisar ser replantado e requer mínima fertilização química. Acabei de usar em um projeto e sua instalação é bem simples, quase igual um carpete de madeira e o melhor, nada de resinas por cima.

Tijolo de demolição

Quer melhor? Super charmoso e reutilzável.
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Borracha

Acreditem se quiser, um novo tipo de borracha está no mercado! Antes 100% sintética é agora 90% natural. Todos os tipos são renováveis, anti-bactericidas e fáceis de serem recicladas, não apenas uma, mas várias vezes. Infelizmente após muita procura não achei um fabricante no Brasil. Mas para quem quiser saber mais vale acessar o site http://www.dalsouple.com/.

Tirem suas próprias conclusões sobre a estética destes pisos.

Imagem4 Imagem5 Hã? Está achando que as dicas da Flávia acabaram por aqui? Na na ni na não semana que vem tem mais.

Na casa com a Flávia

Flávia Começo de ano é sempre tempo de colocarmos em prática as resoluções que tomamos no final do ano.

Outro dia, de bobeira na net encontrei na Wikipedia a palavra sustentabilidade e sua definição “colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido”.

Para mim, com certeza, 2010 será o ano da sustentabilidade no sentido mais amplo que a palavra possa assumir.

Ouvi uma vez a seguinte história que nunca mais me saiu da cabeça: “quando eu era jovem e livre e minha imaginação não tinha limites eu sonhei em mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e sábio descobri que o mundo não poderia ser mudado então eu estreitei minha visão e decidi mudar o meu país. Mas esse também parecia imutável...
Já no entardecer da minha vida, no meu último gesto desesperado, me empenhei em mudar minha família e amigos, mas eles também não mudaram...
Agora já velho, eu realizo subitamente: seu eu apenas tivesse mudado os meus hábitos diários meu exemplo teria sido seguido pela minha família. Com encorajamento e inspiração deles talvez meu país seria melhor. E quem sabe... talvez até teria conseguido mudar o mundo!”

Ou seja , o menor gesto pode sim fazer toda a diferença.

Reciclem! Reciclem papel, reciclem plástico, reciclem vidro. Mas, principalmente reciclem seus hábitos. Livrem-se daquilo que não tem mais sentido em prol de uma vida melhor.
Eu?  Vou começar reciclando meu guarda roupa! Será?!

Dicas para se tornar um eco-friendly e não um eco-chato

Já que este mês tem show vamos começar citando Hetfield: “Open doors so I walk inside...” é isso aí!

Abram as portas que eu vou entrar - e mostrar passo a passo que estética e sustentabilidade podem e devem andar lado a lado.

E como temos muito o que conversar sobre o assunto esta coluna será divida em partes ok, semana que vem virei com mais informações sobre o tema.

Iluminação
Concordo que não dá para substituirmos todas as lâmpadas halógenas de casa por lâmpadas econômicas, mas podemos mesclar bastante e conseguir uma economia de energia bem maior.

Vamos dividir por áreas:
• Para área de serviço e wcs é mais simples. Com certeza recomendo lâmpadas fluorescentes (caso o branco incomode podemos usar as lâmpadas amarelas – super 83) como já falei em outra coluna, essas lâmpadas evoluíram muito e hoje em dia o índice de reprodução de cor chega a 90%.
• Para áreas sociais podemos utilizar a velha e boa sanca (repaginada lóooooogico) e dentro dela utilizar lâmpadas fluorescentes. Neste caso, indico que se coloque uma gelatina amarela pois mesmo a flúor mais amarela não tem aquele aconchego das halogenas. Mas isso é bem simples e barato, dê uma olhada:

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Pode-se usar também para sancas as mangueiras de iluminação (que eu aconselho colocar sempre de duas para minimizar seu efeito rajadinho e também por ser muito fraca) ou mais moderno os trilhos de Led.

O problema do Led é que o custo inicial ainda é salgado, mas como dura em média 12 anos sem manutenção, livre de UV e de calor, acaba gerando uma economia mínima de 50%, ou seja, vale investir.

Costumo usá-los em prateleiras (como trilho) e também em balizadores (luminárias próximas do piso) por não queimarem mãos e pés.

Revestimentos

Madeiras: ecologicamente corretas podem ser obtidas de fontes renováveis. Eucalipto, Pinus e Lyptus de reflorestamento são exemplos de madeiras que têm um crescimento rápido e, portanto, alta rotatividade. Imagem2
Existem também diversas madeiras que levam o certificado FSC, que garante tanto a qualidade no manejo florestal quanto a origem da matéria prima. Neste caso, temos varias opções como cabreuva, cedro, cumaru-cetim, teca e cerejeira.

A cadeira ao lado do designer Jorge Zalszupin dos anos 50, reeditada pela Etel (aliás todos os produtos da Etel são certificados, além de ter um design incrível) com braços de sucupira e estrutura de imbaúba certificados pelo FSC.

Aproveite também e use e abuse da madeira de demolição!
Abaixo foto de painel feito com canela de demolição. Por sinal, vale lembrar que neste projeto o piso que existia não fazia muito a cabeça dos donos da casa. Trocar? Que nada, para aproveitarmos o piso antigo tingimos de preto e VOILÀ um piso novinho em folha!

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E nesta outra sala usei peroba de demolição cortada beeem fininhas com apenas 2cm!

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Tecidos e Fibras

Aproveite que tecidos orgânicos e fibras estão em alta!
Além de biodegradáveis (descartado, um tecido de algodão demora 10 anos para decompor enquanto um tecido de – irrrrrrrrght- poliéster demora 100) eles têm aquele look chic simples que só os tecidos naturais possuem.

O sofá que segue foi revestido inteiro com Lona de caminhão 100% algodão da Regatta tecidos.

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Outro tecido super bacana é a Locomotiva Eco Juta, que é uma combinação entre Juta (40%) e Algodão (60%). A cultura da juta é auto-sustentável e renovável anualmente sem precisar de fertilizantes, queimadas ou desmatamentos.

assento_revestido_lona_meio1_290x217A JRJ também está com tecidos incríveis e ecológicos, certificados dentro do critério de avaliação LEED (Leadeaship in Energy and Environmental Design). Um exemplo é a lona BR100, que é a mesma usada pelos caminhoneiros e reciclada com direito a remendos e carimbos que só comprovam sua história.

Ao lado o tecido foi utilizado em uma poltrona de Aurelio Martinez Flores feito com caixas de feira.

 
Além da lona de caminhão, a JRJ também produz lonas artesanais e um produto que, particularmente, acho um charme, que é o sac de café feito de juta.
Notam alguma semelhança?

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A Seda artesanal também é uma ótima pedida. Super resistente, antialérgica, absorve a umidade, é resistente ao calor e... que mais dizer? É seda ! Precisa mais?
E ainda pode ser usada de varias formas: revestimentos, estofados, tapetes ou cortinas.

Outra dica é a Nani Chinellato, além de ter produtos lindos, são todos super estudados e cuidadosamente feitos. Essa é uma loja que eu AMO de paixão!

Na foto abaixo o revestimento da parede de fundo é de palha de seda e o tapete (também na Nani) é de algodão, juta e... seda!

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Imagem10Nossa, tem tanta coisa bacana que acabo me empolgando demais.

Dá para acreditar  que este tapete lindo aí ao lado é feito de garrafas de Pet em tear manual??? Quem faz é a designer Claudia Araujo.

Só mais uma prometo. Olha esse xale feito e crochê com fio da viscose do bambu! Da Zizi Maria.

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Bom, aguardem que semana que vem tem mais sobre o assunto!

Coluna verde – Juliana Freitas

Juliana Freitas 3

Novidades, novidades, novidades! Temos uma nova colunista aqui no blog, a Juliana Freitas (www.julianafreitas.com.br).

Estamos ensaiando esta coluna há um tempão. Afinal, sempre quando surgem perguntas e dúvidas sobre paisagismo acabamos recorrendo ao tio Google.

A coluna começa mesmo do começo, contando um pouco sobre os detalhes e cuidados necessários para se pensar em um projeto de paisagismo completo.

Preocupação com os detalhes

Após anos estudando arquitetura e mais de dez anos trabalhando com paisagismo, confirmo a máxima de que o acabamento e a preocupação com os detalhes são fundamentais para qualquer projeto ou decoração de ambientes. Isso também é verdade nos projetos de jardins e áreas externas.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Sítio 10

É muito fácil criar uma área ajardinada, mas é definitivamente trabalhoso projetar um jardim seguro, limpo, durável, funcional e belo.

Primeiramente porque estamos lidando com a Natureza e assim os projetos já, de início, são afetados pela incerteza e as surpresas que invariavelmente devem ser previstas. Em segundo lugar, estamos falando de paisagismo, ou seja, criação de paisagens ou ambientes para serem utilizados por pessoas.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Amélia 2Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Amélia 1

Por este prisma, o trabalho de arquitetura deve ser encarado com muito mais seriedade e comprometimento do que se pode imaginar em um início de carreira. A arquitetura e o paisagismo estão relacionados com a arte, aspectos estéticos e harmonia, mas também estão vinculados a responsabilidades técnicas e a atenção aos detalhes.

Casa de Valentina - Coluna Jú freitas - Amélia 3Lidar com as pessoas, imaginá-las utilizando um espaço seguro e confortável, aliando estes aspectos a seus sentimentos e sonhos, é uma grande responsabilidade. Por isso, o detalhe, o mínimo detalhe, desde a criação do projeto, quando nos fechamos no escritório e trabalhamos exclusivamente com a mente, até sua implantação, em meio à confusão e movimento de uma obra ou reforma, é um aspecto essencial para minha profissão.

Em um projeto de paisagismo, podem ser abrangidos projetos específicos de escadas, iluminação, drenagem de águas pluviais, ergonometria, além da segurança de uma piscina por exemplo, espaços de lazer úteis, plantio de espécies atóxicas para evitar ocorrências desagradáveis com crianças ou animais de estimação, espinhos em locais perigosos, árvores e palmeiras em locais adequados para seu desenvolvimento, plantas que atraem determinadas espécies de animais, que podem não ser bem vindos, etc.

Enfim, um projeto depende de detalhes e a preocupação com eles é que faz de um simples jardim, um jardim perfeito. Isso para mim é trabalhar com paisagismo.

Obs: as últimas fotos são do escritório da Amélia Tarozzo.