Exposições itinerantes

A idéia me apeteceu. Estarei lá no sábado.

projeto APT 181

Estúdio Gloria e Karina Arruda

Já devo ter falado aqui no blog do Estúdio Glória (http://www.estudiogloria.com.br/), uma loja bem bacana que garimpa e resgata móveis antiguinhos e os transforma em peças exclusivas. A novidade é que uma das sócias, a Karina Arruda (http://www.karinaarruda.com.br/), tb é designer de interiores.

Aqui vão algumas fotos de trabalhos dela:

Bela mesa hein Docinhos

Vintage

Casa de cimento queimado

Banheirona

Buffet

Uhuuuu

Seguidores 2

Social Couture

Suspeitas confirmadas: curto igualmente o pré-festa e a festa em si.

E para quem tb gosta dos preparativos aqui vai um site interessante: http://www.socialcouture.com/

Jantar campestre BY Social Couture

Mexican Style by Social Couture

Para um jantar japonês by Social Couture

Clean by Social Couture

Madeira e branco

Junto com a Casa Claudia de maio, os assinantes tb receberam a revista Casa Fortaleza. Nela conheci alguns arquitetos de decoradores que gostei.

Aqui vai uma delas: Luciana Tomas (www.lucianatomas.com.br).

Quarto casal

Home e estar

Sala de jantar

Quarto dos filhos

O design nas nossas vidas

Bem interessante esta matéria do Starte - Globo News. O programa tem aproximadamente 20 minutos. Para quem tiver um tempinho vale a pena assistir.

Entrevista com Julia Krantz

A primeira vez em que vi a poltrona Suave fiquei encantada com a leveza da peça. Foi aí que conheci o trabalho da artista, que, como poucas, consegue trabalhar com a madeira a seu favor aproveitando suas formas orgânicas para muito além da utilidade diária.

Estou bem contente em postar esta entrevista. Espero que aproveitem tb, o trabalho dela é incrível.

suave

CV: Como foi para uma arquiteta começar a trabalhar com movelaria? Além da sua formação na FAU o que mais contribuiu para seu trabalho atual?

JK: Minha infância foi carregada de atividades criativas e artísticas, graças a meus pais, à liberdade e incentivo que nos davam dentro desta área. Na FAU a disciplina de desenho industrial era ministrada ao longo dos 5 anos, e especificamente no 3º ano tínhamos que elaborar e produzir em escala 1:1 uma cadeira para restaurantes ou bares, com o suporte da marcenaria existente na faculdade. A partir desta experiência decidi que meu caminho seria o trabalho com madeira para a criação de mobiliário. Fiz paralelamente cursos de maquetes e de marcenaria que me ajudaram a entender melhor a área, e depois de me formar me organizei para montar minha própria marcenaria, que tenho desde 2000. baum

CV: Todo seu trabalho envolve uma escolha minuciosa da matéria prima e zela pelo manejo sustentável. Você percebe que o mercado já valoriza essas escolhas ou acaba sendo uma prática particular do artista?

JK: As pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de se cuidar com mais atenção das questões ambientais em geral, e hoje fica mais fácil fazê-las entenderem da importância do manejo sustentável para a produção em madeira. Esse trabalho vem melhorando e ainda é difícil o acesso às madeiras ecologicamente corretas, mas tenho certeza de que vale a pena me manter firme neste propósito, de trabalhar com consciência e respeito pelas florestas, com um produto que é renovável e que pode existir para sempre se soubermos fazer a nossa parte.

CV: Em uma entrevista o Morito Ebine comenta uma passagem curiosa "Fui ao apartamento de um cliente para ver o lugar onde ficaria o móvel que ele tinha encomendado. Estava indo pela entrada principal, mas, quando falei que era marceneiro, o porteiro me disse para subir pela de serviço". Paralelamente a isso, você expõe suas peças em galerias no exterior. Acreditando que o artista deva ser um artesão, dominando o processo artesanal na confecção de sua arte, e o mesmo ocorre com a movelaria, onde o designer também deve dominar a arte da marcenaria. A que vc atribui esta diferenciação que ainda encontramos no Brasil entre a arte e movelaria?

JK: O trabalho do artesão em geral é muito desvalorizado no Brasil, diferentemente de outros países, onde a escassez de profissionais hábeis manualmente os transformou em pessoas especialmente admiradas e respeitadas. Aqui ainda vale o título, ou seja, se eu digo que sou designer, ok, sou valorizada, e até existe um certo “charme” criado em cima da história de uma pessoa de nível universitário decidir trabalhar com as mãos, na marcenaria, principalmente sendo mulher. Mas o marceneiro não tem o mesmo status, pois a imagem por trás é da pessoa de formação mais básica, que por não ter tanto estudo acabou optando por este ofício, assim como poderia ter se tornado pedreiro, encanador, eletricista etc.

Todo ofício para mim é tão importante e belo quanto a formação acadêmica, não consigo aceitar essa forma de pensar, mas sinto que essa é uma discussão muito extensa que nos remete à questão do Brasil como país colonizado, do hábito de “ser servido” que temos enraizado em nossa sociedade, e tudo isso acaba nos tornando segregadores e desconhecedores de muitas atividades nobres das quais poderíamos estar participando diretamente.

big mesa_baumc

Contato: www.juliakrantz.com.br